Filho é condenado a 18 anos e oito meses por matar a mãe em Estação
Liliane Maria Pimentel, de 46 anos, havia denunciado agressões antes do crime; defesa contesta decisão do júri e aponta laudo psiquiátrico
Marcelinho Pimentel dos Santos foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão por matar a mãe, Liliane Maria Pimentel, de 46 anos, em Estação. O julgamento ocorreu na segunda-feira, 19 de outubro, no Tribunal do Júri de Getúlio Vargas. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado.
O crime aconteceu em 16 de março de 2024, na casa onde mãe e filho moravam, no bairro Santana. Liliane já havia registrado ao menos duas ocorrências por agressões e solicitado uma medida protetiva contra o filho em 2022. Segundo informações da Polícia Civil publicadas por GZH na época, a medida não estava mais em vigor quando ela foi morta.
De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Liliane sofreu 17 golpes de faca, 12 deles pelas costas. A acusação sustentou que o filho não aceitava os relacionamentos afetivos da mãe e a atacou quando ela tentou proteger outra pessoa de uma agressão com faca.
Os jurados reconheceram quatro qualificadoras: feminicídio, motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e intenção de assegurar a execução de outro crime. Também rejeitaram as teses de inimputabilidade e semi-imputabilidade apresentadas pela defesa. A prisão preventiva foi mantida, sem direito de recorrer em liberdade.
À GZH, o advogado Lauro Antonio Auler, que atuou na defesa durante o júri, afirmou que Marcelinho tem diagnóstico de esquizofrenia e dependência de múltiplas substâncias. Segundo ele, um laudo apontava que o réu tinha capacidade apenas parcial de compreender a própria conduta no momento do crime. O advogado considera que a decisão contrariou as provas e defende o encaminhamento a um hospital psiquiátrico forense.
A pedido do Ministério Público, a juíza determinou uma avaliação psiquiátrica e acompanhamento especializado no estabelecimento prisional.
Após o julgamento, a defesa do caso volta à Defensoria Pública. Procurada pela GZH, a instituição informou que se manifestará apenas nos autos do processo.






