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Expointer 2025 registra queda de 45,5% em negócios, mas bate recorde de público

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 7 de set.
  • 3 min de leitura

Feira movimentou R$ 4,4 bilhões, puxada para baixo pela retração de 51% na venda de máquinas agrícolas; agricultura familiar e artesanato registraram alta

A 48ª edição da Expointer encerrou neste domingo, 07 de setembro, com um balanço de R$ 4,4 bilhões em negócios gerados, o que representa uma retração de 45,5% em comparação aos R$ 8,1 bilhões da edição de 2024. A queda foi impulsionada principalmente pela diminuição de mais de 50% nas vendas de máquinas agrícolas. Em contrapartida, o evento registrou um recorde histórico de público, com quase 1 milhão de visitantes no parque de exposições em Esteio. Os números foram apresentados sem a presença do governador Eduardo Leite.

Análise dos resultados

Segundo o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, a pasta já previa uma baixa acentuada nos negócios devido às dificuldades financeiras dos produtores rurais gaúchos. “Os produtores rurais gaúchos já estavam descapitalizados, por conta do endividamento. Sempre deixamos bem claro, junto com todas as entidades, que o endividamento agrícola, ocasionado especialmente pelos efeitos climáticos, que fizeram com que os produtores não colhessem aquilo que se esperava, o resultado seria esse estampado”, afirmou.

Os únicos setores que registraram aumento nas vendas foram a Agricultura Familiar, com R$ 13,6 milhões (R$ 2,8 milhões a mais que em 2024), e o Artesanato, com R$ 2 milhões (R$ 450 mil a mais). O secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Vilson Covatti, destacou os números do pavilhão. “É o governo que mais investiu na agricultura familiar. Ela vai ser um dos principais elementos de virada de chave da crise”, apontou.

Setor de máquinas e vaias

As vendas no setor de máquinas e implementos agrícolas ficaram em R$ 3,7 bilhões, uma queda de 51% em relação aos R$ 7,4 bilhões de 2024. Deste valor, 59% foram de produtos comercializados para compradores de fora do Rio Grande do Sul. Apesar da baixa, a diretora executiva do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers), Ana Paula Werlang, garantiu que não há crise. “O tarifaço não interfere muito nas vendas, mas ele reprime um pouco o comprador. Além disso, os agricultores estão endividados. Existe dinheiro nos bancos, mas está difícil para eles conseguirem. Embora essas vendas tenham diminuído, não quer dizer que exista recessão no mercado, desemprego ou algo do tipo. Apesar do RS deter 60% das indústrias de máquinas, vendemos apenas 10% aqui no Estado”, explicou.

O secretário Edivilson Brum também comentou sobre as vaias recebidas por políticos na abertura oficial da feira, na sexta-feira, em especial as destinadas ao governador Eduardo Leite. “Todos foram vaiados, inclusive os que vieram trazer uma notícia boa. Para nós, as vaias ficaram no passado. Sabemos das outras nuances, que foram correlacionadas às vaias, mas isso jamais maculou o sucesso da nossa Expointer”, completou.

Melhorias para a edição de 2026

O prefeito de Esteio, Felipe Costella, citou que obras serão realizadas para melhorar o acesso ao parque para a edição de 2026, que acontecerá de 29 de agosto a 6 de setembro. Entre elas, está a previsão de conclusão de um viaduto de acesso pela BR 448. “Herdamos a obra do governo federal. Fizemos um termo de cooperação para concluir essa alça para a BR 448. As obras devem estar em 70% de conclusão. Vamos entregar ela até o final do ano. Faremos uma Expointer ainda melhor no ano que vem”, reforçou Costella. Segundo a Seapi, há também a possibilidade de um estacionamento vertical ser construído no parque, através de uma parceria público-privada.

Números da Expointer 2025

  • Público: 975 mil pessoas (até às 15h30min de domingo)

  • Máquinas e Implementos Agrícolas: R$ 3.777.000.000,00

  • Automobilístico: R$ 591.850.000,00

  • Comércio: R$ 15.872.875,70*

  • Animais: R$ 14.475.105,00

  • Agroindústria Familiar: R$ 13.637.634,00

  • Artesanato: R$ 2.011.157,00

*Segundo a organização, a metodologia utilizada no setor foi alterada de 2024 para 2025, considerando apenas as vendas concretizadas, não levando em conta negócios encaminhados para fechamento posterior ao evento.

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