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Estação terá Dia D de descarte eletrônico nesta quinta-feira (5)

há 13 minutos
3 min de leitura

Moradores podem entregar equipamentos no Parque de Máquinas até quarta-feira (4). A campanha busca evitar a contaminação do solo e da água e os riscos à saúde provocados pelo descarte inadequado

Os moradores de Estação podem descartar computadores, celulares, televisores, eletrodomésticos e outros equipamentos sem uso durante a campanha organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. A entrega dos materiais segue até quarta-feira (4), no Parque de Máquinas da Prefeitura. Na quinta-feira (5), haverá o Dia D do Descarte Eletrônico, em frente à Ferroviária, das 8h às 17h.

A equipe da Natusomos, empresa de Horizontina especializada na coleta e reciclagem de resíduos eletroeletrônicos, estará em Estação na quinta-feira para receber os equipamentos. A empresa trabalha com a separação e o processamento desses materiais, permitindo o reaproveitamento de componentes e matérias-primas.

Entre os equipamentos aceitos estão notebooks, computadores, tablets, celulares, mouses, teclados, monitores, impressoras, cabos e carregadores. Também podem ser entregues televisores, aparelhos de DVD e de som, geladeiras, freezers, máquinas de lavar, secadoras, micro-ondas, fogões e aparelhos de ar-condicionado.

Por que o lixo eletrônico representa riscos à saúde e ao meio ambiente?

O lixo eletrônico é formado por aparelhos elétricos e eletrônicos descartados após o uso ou que deixaram de funcionar. Muitos desses equipamentos contêm metais, plásticos, vidros e componentes que exigem cuidados específicos na destinação. Alguns podem conter substâncias tóxicas, como chumbo, mercúrio e cádmio, capazes de contaminar o solo e a água quando os resíduos são abandonados ou processados de maneira inadequada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a exposição a substâncias liberadas durante a desmontagem, a queima e o processamento inadequado de resíduos eletrônicos pode causar danos à saúde. Entre os problemas associados estão alterações no desenvolvimento neurológico, dificuldades respiratórias e comprometimento de funções do organismo.

As crianças estão entre as mais vulneráveis, pois seus sistemas nervoso, respiratório e imunológico ainda estão em desenvolvimento. A exposição ao chumbo, por exemplo, pode prejudicar a aprendizagem, o comportamento e o desenvolvimento infantil. Os riscos dependem das substâncias presentes, da intensidade da exposição e da maneira como os equipamentos são descartados ou manipulados.

Além da contaminação, o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) alerta que o manuseio inadequado de determinados componentes pode provocar incêndios e intoxicações. Por isso, aparelhos quebrados não devem ser desmontados ou queimados para retirar metais e outras peças.

Brasil gerou mais de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico em um ano

O Brasil gerou aproximadamente 2,44 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos em 2022, conforme o Global E-waste Monitor 2024, levantamento internacional elaborado com participação da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (Unitar).

Desse total, apenas 79 mil toneladas tiveram coleta formal documentada, o equivalente a aproximadamente 3,2% dos resíduos gerados naquele ano. Os números mostram a diferença entre a quantidade de aparelhos descartados e o volume que chega aos sistemas formais de recolhimento.

Parte desses materiais pode voltar à cadeia produtiva. Equipamentos sem condições de uso podem ser desmontados por empresas especializadas para recuperar cobre, alumínio, outros metais, plásticos e vidro. A reciclagem reduz a necessidade de extrair novas matérias-primas e permite separar componentes que exigem tratamento específico.

No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/2010, estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Para os eletroeletrônicos de uso doméstico, o Decreto nº 10.240/2020 regulamenta a logística reversa, sistema pelo qual os equipamentos descartados retornam à cadeia de recolhimento, tratamento e destinação adequada.

O que acontece com os equipamentos recolhidos?

A Natusomos, responsável pelo recolhimento na campanha de Estação, possui estrutura industrial em Horizontina e atua na coleta, no transporte e na reciclagem de resíduos eletroeletrônicos.

A empresa informa que os equipamentos recebidos passam por triagem e processamento para separar materiais que podem ser recuperados e utilizados novamente pela indústria. O procedimento também permite encaminhar componentes que não podem ser reaproveitados para tratamento e destinação adequada.

Antes de entregar celulares, computadores e tablets, os moradores devem retirar chips e cartões de memória, desconectar contas e apagar informações pessoais. A Polícia Federal orienta restaurar os aparelhos às configurações de fábrica e desvinculá-los das contas utilizadas pelo proprietário para reduzir o risco de acesso indevido aos dados.

A campanha de Estação oferece uma alternativa para o descarte desses equipamentos. A Prefeitura recebe os materiais no Parque de Máquinas até 4 de novembro. Na quinta-feira (5), a coleta será em frente à Ferroviária, das 8h às 17h.


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