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Encontro de conscientização do Agosto Lilás será realizado no dia 10 em Erebango

  • 3 de ago.
  • 2 min de leitura

Programação gratuita começa às 13h30 e conta com orientações do Ministério Público para auxiliar vítimas e identificar agressões

O encontro de conscientização do Agosto Lilás, voltado ao fim da violência contra a mulher, será realizado no Salão Paroquial de Erebango no dia 10 de agosto. Com início às 13h30, a programação busca fortalecer a rede municipal de proteção e instruir a comunidade sobre as garantias previstas na Lei Maria da Penha. O evento contará com a participação de um promotor de Justiça da Comarca de Getúlio Vargas, vinculada ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, para esclarecer dúvidas da população de forma direta.

A organização da agenda informativa é coordenada pela equipe do CRAS Erebango. O objetivo central do serviço de assistência é engajar toda a sociedade em um compromisso coletivo de identificação e combate aos abusos. Segundo a campanha, a informação repassada e debatida em espaços públicos é o principal mecanismo para garantir ambientes justos e salvar vidas que se encontram em contexto de vulnerabilidade.

Estrutura de proteção e tipos de agressão

A legislação brasileira não se limita a punir apenas os atos que deixam marcas visíveis no corpo da vítima. A fim de orientar as moradoras sobre o momento exato de buscar apoio jurídico e psicológico, o evento destrincha as cinco formas estruturais de ataques tipificadas pela lei atual:

  • Física: atitudes que ofendam a integridade ou a saúde corporal.

  • Psicológica: ações sistemáticas que causem danos emocionais e prejudiquem a saúde mental.

  • Moral: ofensas caracterizadas por calúnia, difamação ou injúria que afetem a reputação da vítima.

  • Patrimonial: retenção indevida, subtração ou destruição de bens, documentos e valores financeiros.

  • Sexual: atos que constranjam ou ameacem a liberdade sexual da mulher de qualquer forma.

Canais oficiais de socorro

A recomendação da rede protetiva é de que os moradores não se calem diante de suspeitas, comunicando imediatamente os órgãos competentes para evitar o agravamento das agressões. Mulheres que enfrentam essas circunstâncias possuem mecanismos gratuitos à disposição para buscar orientação de forma sigilosa.

No âmbito nacional, o contato emergencial e de denúncia é a Central de Atendimento à Mulher, que funciona ininterruptamente pelo Ligue 180.


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