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Desenrola 2.0 atinge R$ 1 bilhão em renegociações e Ministério da Fazenda libera fase do Fies

  • 12 de mai.
  • 2 min de leitura

Governo registra 200 mil pedidos, autoriza uso do FGTS e projeta R$ 42 bilhões em acordos durante mobilização de 90 dias

O programa Desenrola 2.0 registra quase R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas, com 200 mil pedidos enviados aos bancos e 100 mil operações em fase de conclusão. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (11) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A operação geral visa renegociar até R$ 42 bilhões em débitos.

O público-alvo abrange pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, correspondente a R$ 8.105. São aceitas dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, referentes a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O banco emite um novo empréstimo para quitar a dívida original.

As condições bancárias oferecidas incluem juros máximos de 1,99% ao mês e prazo de 48 meses para pagamento, com a primeira parcela em até 35 dias. Os descontos variam de 30% a 90%, calculados conforme o tipo de dívida e o tempo de atraso. O limite estipulado é de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco.

Uma das regras permite aos trabalhadores o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação. O limite autorizado é de até 20% do saldo disponível na conta ou o valor de R$ 1 mil. A legislação determina que prevaleça a quantia que for maior entre as duas opções.

Durigan confirmou que a modalidade Desenrola Fies estará operativa nesta semana, com projeção de atender mais de 1 milhão de estudantes. Para débitos do Fundo de Financiamento Estudantil vencidos há mais de 360 dias, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) terão até 99% de abatimento. Estudantes fora do CadÚnico receberão até 77% de desconto. O parcelamento atinge até 150 vezes.

O Novo Desenrola Brasil opera em quatro frentes estruturais: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural. O Ministério da Fazenda executa uma mobilização nacional de 90 dias para adesões. O ministro também informou a preparação de uma versão futura do programa para conceder um prêmio a consumidores adimplentes.

A implementação da estrutura baseia-se em dados do Banco Central sobre o comprometimento da renda das famílias. A estatística oficial aponta a concentração do endividamento financeiro em linhas de crédito específicas, limitando a capacidade de pagamento voltada ao cartão de crédito e ao cheque especial.


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