Conseleite projeta queda de 2,98% no valor de referência do leite em outubro no RS
Projeção é de R$ 2,3197 por litro, enquanto setembro encerrou com referência de R$ 2,3964; setor também manifesta preocupação com importações e mudanças tributárias
O valor de referência do leite no Rio Grande do Sul foi projetado em R$ 2,3197 por litro para outubro, uma redução de 2,98% em comparação com a projeção de setembro, que era de R$ 2,3910. Os números foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul (Conseleite-RS), com base nos dados dos primeiros 20 dias do mês.
O levantamento do Conseleite também apresentou o resultado consolidado de setembro, quando o indicador encerrou em R$ 2,3964 por litro, queda de 0,93% em relação a agosto, que havia registrado R$ 2,4189.
Apesar das reduções, o conselho avalia que o mercado mantém um comportamento relativamente estável desde maio, com oscilações compatíveis com o período do ano. Os cálculos utilizam parâmetros atualizados com informações de 2025, adotados oficialmente a partir de setembro.
O Conseleite é formado por representantes dos produtores rurais e das indústrias de laticínios, em igual número. O conselho busca estabelecer referências para a negociação do leite entre produtores e compradores, com base em informações econômicas e comerciais do setor.
O valor divulgado serve como referência para as negociações, mas não representa um preço mínimo obrigatório nem significa que todos os produtores receberão R$ 2,3197 por litro. O pagamento efetivo pode variar conforme fatores como volume entregue, qualidade do leite e condições comerciais.
Setor teme impactos das importações e da reforma tributária
Além da oscilação dos preços, o Conseleite manifesta preocupação com as importações de produtos lácteos e com as mudanças tributárias previstas para 2027.
O vice-coordenador da entidade, Darlan Palharini, aponta possíveis impactos do encerramento do Programa Mais Leite Saudável, associado à implementação da reforma tributária. Ele também cita uma eventual alta da inflação como fator de preocupação para a cadeia produtiva.
Criado em 2015, o Programa Mais Leite Saudável concede benefícios tributários a laticínios e cooperativas que investem em projetos de desenvolvimento dos produtores rurais. Entre as atividades estão assistência técnica, capacitação, melhoramento genético e ações para elevar a qualidade e a produtividade do leite.
Para participar, as empresas precisam aplicar parte dos créditos tributários em projetos voltados aos fornecedores de matéria-prima. O Ministério da Agricultura e Pecuária acompanha e fiscaliza essas iniciativas.
Palharini considera que o fim do mecanismo poderá reduzir a competitividade da produção nacional diante dos lácteos importados. A avaliação é da entidade e não representa uma projeção oficial do volume futuro de importações.



![[ÁUDIO] Olho Vivo | 30/10/2026 - Inscrições para mestrado e doutorado gratuitos da UFFS em Erechim terminam terça-feira (3)](https://static.wixstatic.com/media/1077ee_1e163bed1c9544de9eb70cb428b0ae5e~mv2.webp/v1/fill/w_333,h_250,al_c,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/1077ee_1e163bed1c9544de9eb70cb428b0ae5e~mv2.webp)
![[ÁUDIO] Olho Vivo | 30/10/2026 - Inscrições para mestrado e doutorado gratuitos da UFFS em Erechim terminam terça-feira (3)](https://static.wixstatic.com/media/1077ee_1e163bed1c9544de9eb70cb428b0ae5e~mv2.webp/v1/fill/w_273,h_205,al_c,q_90,enc_avif,quality_auto/1077ee_1e163bed1c9544de9eb70cb428b0ae5e~mv2.webp)

