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Com o alto valor dos insumos, ração para pets deve ficar mais cara no segundo semestre

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 20 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Os brasileiros que têm animais de estimação devem se preparar para ter gastos ainda mais altos no início do segundo semestre deste ano. Com o aumento dos preços das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de alimentos para pets, entre elas soja, milho e trigo, o preço da ração deve ser reajustado nos próximos meses, informaram entidades do setor.

“A gente faz o possível para reduzir custos, mas tudo está aumentando, desde a embalagem até a matéria-prima. As empresas não têm o que fazer, a não ser subir os valores aos poucos”, disse o presidente do Conselho Consultivo do Instituto Pet Brasil, Nelo Marraccini.

De acordo com ele, o segmento lida com altos custos de insumos desde 2021. Em 2022, os preços arrefeceram por conta da queda no número de casos de Covid-19, mas ainda continuam altos.


Os principais insumos utilizados para produção de ração animal, segundo o executivo do IPB, são as proteínas de carne, peixe e frango, milho, trigo, soja, arroz e óleo. Já a quantidade utilizada na produção de ração varia de acordo com a qualidade do produto e o tipo de alimentação — se é para cachorro ou gato, por exemplo.

“Com o aumento de preços, o brasileiro que compra ração super premium tenta manter a qualidade por um tempo, mas quando não consegue, troca por uma ração mais barata. Quem tem um ou dois animais de estimação em casa, lida melhor com a inflação, o problema é quem tem mais, como ONGs”, exemplificou.

Dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) neste mês, apontam que a categoria “alimento para pets” avançou 0,42% em março. No acumulado em 12 meses, a variação foi de 22,90% – quase o dobro do índice geral de “alimentação e bebidas” para seres humanos, que avançou 11,62% no período.


A preocupação do setor também está em torno da guerra na Ucrânia, uma vez que o país é o terceiro maior produtor mundial de milho, e a Rússia é uma importante exportadora de fertilizantes para o Brasil, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, José Edson Galvão de França.


Fonte: O Sul

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