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Colheita de soja atinge 10% no Rio Grande do Sul sob cenário de produtividade irregular

  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

Levantamento da Emater/RS-Ascar detalha avanço do arroz e do milho, além da preparação da piscicultura para a demanda da Semana Santa

A colheita da soja na safra 2025/2026 atingiu 10% da área total de 6.624.988 hectares cultivada no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar) nesta quinta-feira (26/03), o ritmo da colheita foi impactado por interrupções causadas pelas chuvas, que, por outro lado, auxiliaram na reposição hídrica de lavouras em fase reprodutiva. Atualmente, 43% da cultura está em enchimento de grãos e 41% em maturação.

O desempenho das lavouras de soja é irregular. Áreas no Oeste e Noroeste do estado registram redução do porte das plantas, abortamento de estruturas reprodutivas e antecipação do fim do ciclo (senescência) devido à restrição hídrica. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha.

Milho e Silagem

A colheita do milho grão chegou a 73% da área de 803.019 hectares. O levantamento indica que 14% das lavouras estão em maturação e 13% em estádios anteriores. O avanço é desigual devido à umidade dos grãos e à dificuldade de tráfego de máquinas em locais com chuva. A produtividade média está projetada em 7.424 kg/ha.

No caso do milho destinado à silagem, a colheita alcançou 75% da área de 345.299 hectares. As plantações restantes dividem-se entre desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. A falta de chuvas em fases críticas reduziu o volume de matéria verde e biomassa em determinadas regiões. A produtividade média estimada é de 37.840 kg/ha.

Arroz e Feijão

A colheita do arroz atingiu 35% da área de 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). Cerca de 47% das lavouras estão em maturação e 18% em enchimento de grãos. Embora os resultados sejam considerados elevados nas áreas colhidas, há registro de queda de rendimento em relação à safra passada por falta de radiação solar, temperaturas inadequadas e redução no padrão tecnológico. A produtividade é estimada em 8.744 kg/ha.

No feijão de 1.ª safra, a colheita avançou significativamente, restando áreas no Nordeste do estado, onde se concentra 43% do plantio tardio. Em Caxias do Sul (Campos de Cima da Serra), 42% da área foi colhida, com rendimento de 2.000 kg/ha — abaixo dos 2.237 kg/ha esperados inicialmente devido ao calor e à falta de chuvas. A área total é de 23.029 hectares e a produtividade média estadual é de 1.781 kg/ha. Já a 2.ª safra de feijão, com 7.774 hectares e produtividade de 1.504 kg/ha, tem 4% da área colhida.

Piscicultura e preparativos para a Semana Santa

Os produtores gaúchos intensificaram o manejo para atender a demanda da Semana Santa:

  • Erechim: O aumento do metabolismo dos peixes e da produção de plâncton favoreceu o ganho de peso.

  • Ijuí: Realizado o manejo de água em tanques com policultivo de carpas para a despesca.

  • Passo Fundo: Intensificação dos preparativos para vendas diretas.

  • Porto Alegre: Monitoramento de oxigênio dissolvido em dias quentes e nublados com uso de aeradores noturnos. Organização de feiras do peixe em parceria com agricultores familiares.

  • Barra do Ribeiro: Realizada capacitação de dois dias sobre tilapicultura em parceria com o Sicredi.

Pesca Artesanal

Na região de Pelotas, a captura na Lagoa dos Patos foca em tainha e corvina, com baixa quantidade de camarão. Na Lagoa Mirim, a atividade foi retomada com comercialização considerada razoável. Em Tavares (Lagoa do Peixe), a captura de camarão permanece baixa e com exemplares de tamanho pequeno. No Rio Uruguai (região de Santa Rosa), o nível baixo do rio tem facilitado a pesca de peixes de couro.


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