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Chuvas recorrentes favorecem soja e milho, mas travam avanço final do plantio no RS

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 4 de jan.
  • 2 min de leitura

Informativo Conjuntural da Emater detalha recuperação hídrica após seca em novembro, impacto da nebulosidade no arroz e danos por erosão em solos compactados

A semeadura da soja atingiu 93% da área projetada para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, cobrindo 6.742.236 hectares com produtividade média estimada em 3.180 kg/ha. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado na terça-feira (30/12), o ritmo das semeadoras sofreu uma desaceleração significativa devido ao excesso de humidade no solo provocado pelas precipitações volumosas e constantes de dezembro.

A maior parte das lavouras (93%) encontra-se em fase vegetativa, apresentando elevado vigor devido à combinação de disponibilidade hídrica e temperaturas elevadas. No entanto, o excesso de chuva trouxe desafios operacionais e danos físicos às áreas de cultivo.

Impacto do solo e erosão na Soja

O relatório destaca que o desempenho das plantas tem sido condicionado pela qualidade do solo:

  • Solos bem estruturados: Áreas com alto teor de matéria orgânica e cobertura vegetal adequada apresentaram melhor infiltração e armazenamento de água.

  • Solos compactados: Em cultivos com menor cobertura, foram registadas ocorrências de erosão laminar e em sulcos, especialmente em lavouras em fase de emergência.

  • Replantio: Casos de desuniformidade de emergência e falhas de estande (densidade de plantas) obrigaram produtores a realizar o replantio pontual de algumas áreas.

No Noroeste do estado, os acumulados pluviométricos superaram a média histórica, provocando alagamentos em áreas ribeirinhas e danos à infraestrutura de estradas vicinais.

Recuperação do Milho e Silagem

As chuvas de dezembro foram fundamentais para a recuperação do milho após o défice hídrico de novembro. O plantio alcança 92% dos 785.030 hectares planeados.

  • Desenvolvimento: A maioria das áreas está em fase reprodutiva (enchimento de grãos).

  • Fitossanidade: Embora existam relatos de cigarrinha-do-milho e lagartas, não há sintomas expressivos de enfezamento, e o controlo químico segue em andamento.

  • Milho Silagem: A área deve atingir 366.067 hectares com produtividade de 38.338 kg/ha. Na Fronteira Noroeste, contudo, o corte para silagem está paralisado devido ao solo excessivamente húmido.

Arroz: Nebulosidade e Mananciais

A semeadura do arroz está em fase final, com 97% da área de 920.081 hectares concluída. O período foi marcado por:

  • Baixa Radiação: A elevada nebulosidade limitou a radiação solar, resultando num crescimento vegetativo moderado.

  • Irrigação: As chuvas recuperaram os mananciais, reduzindo a necessidade imediata de irrigação suplementar.

  • Danos Estruturais: No Centro do estado, alagamentos causaram danos em taipas, exigindo intervenções de manutenção por parte dos produtores.

Feijão de 1ª Safra

A cultura do feijão, cultivada em 26.096 hectares, também mostrou recuperação satisfatória após o período seco entre novembro e o início de dezembro. A produtividade média estadual é projetada em 1.779 kg/ha. As chuvas frequentes, embora benéficas para o ciclo da planta, têm imposto restrições pontuais às atividades de colheita nas áreas mais precoces.

O detalhamento técnico completo e regionalizado pode ser consultado no Informativo Conjuntural da Emater.


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