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Chuvas acima da média no verão prejudicam agricultura no Norte do RS

Excesso de água dificulta plantio e saúde das lavouras na região.

 

A Região Norte do Rio Grande do Sul se prepara para um verão desafiador, com a previsão de chuvas até 85% acima da média, impactando principalmente o setor agrícola. O fenômeno climático El Niño, presente durante toda a estação e mais intenso em dezembro e janeiro, será responsável por essas condições adversas.

O Climatempo alerta para um verão abafado e úmido, com temperaturas e chuvas acima do normal. O início da estação, em 21 de dezembro, já deve superar a média de chuvas de dezembro de 2023 em Passo Fundo, alcançando 162 milímetros, e janeiro prevê chuva 70% acima da média, atingindo 173mm.

Segundo o meteorologista Vinicius Lucyrio, embora janeiro seja menos afetado por frentes frias, a alta umidade pode causar preocupações, sendo um mês distinto dos anteriores. Fevereiro ainda terá chuvas acima da média, mas com menor intensidade, enquanto a temperatura aumentará, tornando-o o mês mais quente e abafado.

Em março, o verão encerra com um novo aumento nas chuvas, estimando-se uma média 30% superior aos 137mm esperados para o período. Essas condições são atribuídas à proximidade do outono e ao aumento de frentes frias.

Os impactos na agricultura são expressivos, com o excesso de chuva e calor acima da média elevando o risco de pragas e doenças, aumentando os custos de produção e atrasando o ciclo das culturas. A plantação de soja, por exemplo, está com apenas 70% da área total implantada, gerando preocupações quanto ao final do ciclo das lavouras.

Diante desse cenário, agricultores como Célio Roberto Remonatto já estimam perdas de pelo menos 20% na safra de verão, enfrentando desafios como a germinação irregular da soja devido ao solo encharcado. A Emater recomenda aos produtores seguir orientações agronômicas para minimizar os impactos e manter a sanidade nas culturas, buscando manejo adequado e tratamentos fitossanitários conforme o cronograma.


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