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Bolsonaro pede liberação de rodovias a caminhoneiros


Foto: Andrei Nardi / Grupo Sideral de Rádios

O Ministério da Infraestrutura informa a ocorrência de manifestações de caminhoneiros em que 15 estados na manhã de quinta-feira (9). Diante da situação, circulou, entre os caminhoneiros, um áudio com uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro pedindo a desmobilização, de forma a evitar desabastecimento e mais inflação.


No último boletim divulgado pelo ministério, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), “às 8h do dia 9 de setembro de 2021, são registrados pontos de concentração em rodovias federais de 15 estados, com 10% de redução de ocorrência desde o último boletim da madrugada”.


Segundo a nota, os estados onde ainda há manifestações em rodovias são Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia. Maranhão, Roraima, Pernambuco e Pará.


Manifestação em Getúlio Vargas


Em Getúlio Vargas, às margens da ERS-135, nas proximidades do trevo norte de acesso ao município, há manifestação de caminhoneiros. Representantes da categoria convidam os motoristas de caminhões e carretas que trafegam na rodovia a se juntarem ao ato e estacionar o seu veículo no pátio dos postos de combustível que ficam nas proximidades.


Polícias negociam, escoltam e se preparam para reprimir bloqueios nas estradas


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) realizam uma estratégia em três níveis para garantir o trânsito nas rodovias gaúchas. Desde a noite de quarta-feira (8), pelo menos sete pontos foram bloqueados por caminhoneiros no Estado.


A tática mais usada pelos policiais é a negociação. Eles permitem concentração e protesto por parte dos caminhoneiros, desde que fiquem às margens das rodovias e não façam coação aos colegas. Em casos de bloqueios – e ocorreram pelo menos seis no Rio Grande do Sul, entre a madrugada e a manhã de quinta-feira (9) –, as polícias decidiram escoltar os motoristas que não desejam aderir à paralisação. Isso foi feito pela manhã entre Camaquã e Pelotas. Por fim, caso a obstaculização das estradas persista, será usada a força.

"Temos unidades prontas para agir e desobstruir as estradas, mas ainda não tivemos nenhum confronto. Esperamos que não seja necessário e que os manifestantes entendam que não podem obrigar os colegas a aderir à paralisação", pondera Felipe Barth, do setor de Comunicação Social da PRF.

Os bloqueios, parciais ou totais, foram registrados em Camaquã, no Sul do Estado (BR-116), Três Cachoeiras, no Litoral Norte (BR-101), Taquara, no Vale do Paranhana (RS-115), Caxias do Sul, na Serra (RS-122), Rosário do Sul e São Gabriel, na Campanha (BR-290) e Cachoeira do Sul, na Região Central (BR-153).


As polícias Federal e Civil também monitoram a movimentação dos caminhoneiros e não descartam abertura de inquéritos contra os que forçarem bloqueios.


As paralisações ocorrem em 15 estados e, desta vez, não envolvem bandeiras tradicionais da categoria, como questões do frete e redução no preço dos combustíveis. São em apoio a pautas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro, como “fim da ditadura do Supremo Tribunal Federal” e apoio ao Marco Temporal em relação às terras indígenas (devem ter direito às terras consideradas ancestrais somente os povos que as estivessem ocupando no dia da promulgação da Constituição Federal). E existem também bandeiras regionais. Nas rodovias estaduais, os manifestantes criticam o ICMS cobrado dos combustíveis.


As entidades que costumam liderar movimentos da categoria asseguram que não estimularam a paralisação atual.


Fonte: Agência Brasil e GZH

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