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Bloqueio de estradas e prejuízo no campo fazem Getúlio Vargas preparar decreto de emergência

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Estragos atingem até 80% das vias rurais e interrompem o escoamento de leite; objetivo da medida é captar recursos federais e estaduais para reconstrução

O bloqueio de estradas no interior e a interrupção no escoamento de produtos agrícolas levaram o município de Getúlio Vargas a preparar o envio de um decreto de situação de emergência. A decisão de encaminhar a medida foi anunciada na tarde de quinta-feira (2 de julho), após reunião entre a Defesa Civil, secretarias municipais, forças de segurança e entidades locais para contabilizar os prejuízos das chuvas que atingem a região desde o início da semana.

Em apenas três dias, o acumulado de chuva atingiu 197 milímetros na cidade (sendo que cerca de 100 milímetros caíram em poucas horas na quarta-feira). O volume histórico causou deslizamentos de terra, quedas de barreiras, transbordamento de rios e danos em pontes, bueiros e redes de abastecimento de água.

Danos concentram-se nas estradas do interior

O maior impacto da enxurrada está concentrado na zona rural. A força da água interditou estradas vicinais e danificou cabeceiras de pontes, dificultando o deslocamento das famílias rurais e o transporte escolar.

A malha viária do interior apresenta entre 70% e 80% de comprometimento, segundo estimativas da Secretaria de Obras. Essa situação impede o escoamento regular da produção primária e afeta diretamente a coleta diária de leite nas propriedades afetadas.

Para dar andamento legal ao pedido de emergência, equipes de engenharia do município, da Secretaria de Assistência Social e técnicos da Emater/RS-Ascar elaboram laudos técnicos para dimensionar as perdas financeiras e estruturais nas áreas pública e privada.

Ações preventivas contiveram cheia do Rio Abaúna

No perímetro urbano, os impactos foram menores devido a trabalhos preventivos realizados nos meses anteriores, como a dragagem de canais, desassoreamento de rios e a manutenção de barragens de contenção.

Embora o Rio Abaúna tenha registrado uma elevação significativa em seu nível, o fluxo constante da água evitou inundações na área central da cidade. Foram registradas apenas ocorrências pontuais de acúmulo de água nas vias, sem desabrigados ou desalojados.

A Defesa Civil Municipal mantém o monitoramento do volume de chuva e do nível dos rios, orientando os moradores sobre pontos de risco em encostas. O efetivo municipal segue de prontidão para a desobstrução de vias, já que os serviços de meteorologia indicam a continuidade do tempo instável nos próximos dias.


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