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Ato em Porto Alegre reúne 1,5 mil pessoas por moradia, agricultura familiar e reparação a atingidos pelas enchentes

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 15 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

Mobilização marcada para esta quinta-feira (15/05) terá presença de movimentos sociais do campo e da cidade, com concentração no Largo Zumbi dos Palmares e na Esquina Democrática

Cerca de 1.500 pessoas devem participar, nesta quinta-feira (15/05), de uma mobilização em Porto Alegre para reivindicar ações emergenciais e estruturais em defesa da moradia digna, da agricultura familiar e da reparação a famílias atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. A manifestação é organizada por quatro movimentos sociais: Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (FETRAF-RS) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Enchentes e moradia: demandas por reparação e segurança

Mais de um ano após as enchentes que devastaram o estado, milhares de famílias ainda aguardam por medidas de reconstrução. De acordo com os movimentos, apenas 1.620 das 25 mil moradias prometidas foram entregues — cerca de 6,5% da meta anunciada pelo governo federal.

“Queremos dormir em paz, sem ter que temer a chuva! Após a grande enchente, as famílias atingidas ainda não têm a garantia da reforma de restauração e ampliação do sistema de proteção contra as cheias”, afirmou Fernando Campos Costa, dirigente do MTST.

A pauta de reivindicações inclui moradia segura e adequada, segurança alimentar, acesso à água potável e energia elétrica, além da reconstrução de escolas e unidades de saúde nas áreas afetadas. O MAB destaca que é urgente garantir os direitos das comunidades atingidas e que eventos climáticos extremos não devem ser tratados como casos isolados.

Agricultura familiar e soberania alimentar

Os movimentos do campo, liderados por MPA e FETRAF-RS, também cobram políticas de fortalecimento da agricultura familiar. Entre os principais pontos estão a ampliação do Proagro, criação de um novo programa de renegociação de dívidas (Desenrola 2), incentivos para a transição agroecológica, irrigação e recomposição florestal.

“Queremos produzir alimentos e precisamos de recursos para isto. Recursos com subsídios e pouca burocracia. O dinheiro das políticas públicas do presidente Lula tem que chegar nas mãos de quem precisa”, declarou Frei Sérgio Görgen, dirigente do MPA.

As entidades também pedem a retomada dos programas Minha Casa Minha Vida Rural – Faixa II e III, a distribuição de sementes crioulas e a reformulação do Bolsa Juventude Rural, além de investimentos na agroindustrialização e no armazenamento de água em pequenas propriedades.

Pressão em Brasília e mobilização nas ruas

Desde o início da semana, representantes dos quatro movimentos estão em Brasília, cumprindo agendas com representantes do governo federal. Na terça-feira (13/05), foi entregue a pauta do ato ao secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e também houve reunião com o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.

“As manifestações são o mecanismo mais eficaz de chamar a atenção da sociedade e do governo sobre as dificuldades que enfrentamos e as medidas que precisamos construir”, disse Douglas Cenci, coordenador-geral da FETRAF-RS.

A mobilização em Porto Alegre terá dois pontos de partida: às 6h no Largo Zumbi dos Palmares e às 8h30 na Esquina Democrática. As atividades incluem paradas no Chocolatão, às 7h, e na Praça da Matriz, às 12h.

INFORMAÇÕES GERAIS

📍 Data: 15/05/2025

📍 Local: Porto Alegre – RS

Itinerário:

  • Concentração inicial – Grupo 01: 6h, Largo Zumbi dos Palmares

  • Concentração inicial – Grupo 02: 8h30, Esquina Democrática

  • Primeira parada: 7h, Chocolatão (Av. Loureiro da Silva, 445 – Centro Histórico)

  • Segunda parada: 12h, Praça da Matriz

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