Aposentadoria vai demorar mais? Entenda as novas regras que entram em vigor em janeiro
Mudança automática nas regras de transição exige mais tempo de contribuição de quem já está no mercado
Quem planejava se aposentar em 2026 deve refazer as contas. A partir de janeiro, as regras de transição da Reforma da Previdência sofrem o reajuste automático anual, exigindo mais tempo de contribuição e idade dos trabalhadores que já estavam no mercado antes de novembro de 2019.
A mudança principal atinge a regra da idade mínima progressiva. A exigência sobe seis meses para ambos os sexos. As mulheres precisarão ter, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima sobe para 64 anos e seis meses. O tempo de contribuição segue sendo de 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens).
Sistema de pontos fica mais rigoroso
A "Regra dos Pontos", que soma a idade ao tempo de contribuição, também ficará mais difícil. A partir de 2026, a pontuação mínima sobe para:
Mulheres: 93 pontos
Homens: 103 pontos
Essa tabela sobe um ponto a cada ano e segue em ajuste até atingir o limite de 100 pontos para mulheres (em 2033) e 105 para homens (em 2028).
Pedágios e Regra Geral
Para quem não se enquadra nas transições progressivas, as opções de "Pedágio" permanecem como alternativas, exigindo o cumprimento de um período adicional de trabalho (50% ou 100% do tempo que faltava em 2019).
Já a regra geral (para quem começou a contribuir depois da reforma ou não usa a transição) exige idade mínima fixa de 62 anos para mulheres e 65 para homens, com tempo de contribuição de 15 e 20 anos, respectivamente.
Simulação oficial
O trabalhador pode verificar a situação exata e qual a regra mais vantajosa através da calculadora oficial do INSS. O sistema utiliza a base de dados do governo para projetar a data do benefício.
Como consultar:
Acesse o aplicativo ou site Meu INSS;
Faça login com CPF e senha gov.br;
Busque por "Simular Aposentadoria";
O sistema detalhará quanto tempo falta em cada uma das regras (pontos, idade, pedágio).






