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Após fracasso na Copa do Brasil, Inter se reúne para definir futuro de Medina e dirigentes


Foto: Ricardo Duarte/Inter/Divulgação

As mudanças são iminentes no Inter após a eliminação para o Globo-RN na Copa do Brasil, com derrota por 2 a 0 na noite de quinta-feira. O presidente Alessandro Barcellos resumiu o resultado a um "vexame", que deve trazer repercussões severas ao ambiente.


Tão logo a delegação colorada desembarque em Porto Alegre na manhã desta sexta, o Conselho de Gestão se reunirá para deliberar sobre o futuro da comissão técnica e do departamento de futebol.


O treinador Alexander Medina, o diretor-executivo Paulo Bracks e o vice de futebol Emilio Papaléo Zin podem ser desligados, segundo apurou o ge com fontes do bastidor do clube.


O início instável em 2022, com apenas três vitórias em nove jogos, acendeu o sinal de alerta e fará com que o presidente tome medidas fortes para correção de rumo.


O insucesso no Rio Grande do Norte foi um "baque" no planejamento, nas palavras de Barcellos. O objetivo traçado no início do ano previa chegar pelo menos até as quartas de final do mata-mata nacional.

"São vários aspectos, e eles precisam ser mudados. Isso envolve uma imersão forte da direção, junto com o corpo técnico, aqueles que trabalham no departamento de futebol, para não errar. E não errar significa avaliar corretamente e tomar medidas corretas para que isso seja mudado de rumo e nosso planejamento seja alterado", disse o mandatário colorado após a queda em Ceará-Mirim.

Problemas na defesa e no ataque


A atuação em Ceará-Mirim, uma das piores da história recente, trouxe à tona uma série de problemas que o Inter enfrenta desde o primeiro jogo de 2022: ausência de repertório ofensivo, dificuldades defensivas, individualidades sem brilho e incapacidade de reagir num cenário adverso.

"Uma derrota dura. Obviamente nada do que esperávamos, nem a comissão técnica, nem jogadores. Foi uma derrota que golpeia muito. A verdade é que não estava nos planos. Assumir a responsabilidade que nos toca", resumiu o técnico Alexander Medina.

A repercussão da eliminação não foi mais forte no nordeste brasileiro porque a delegação ainda enfrentaria uma longa viagem de 4 mil km em voo fretado. O martelo sobre Medina será batido nesta sexta-feira, em reunião no gabinete presidencial, no Beira-Rio.


Executivo também sob pressão


Elogiado internamente por ser um "detalhista" tático e ter pulso firme no vestiário, o treinador perde força de todos os lados por conta dos resultados e do desempenho abaixo da expectativa. O uruguaio soma 51 dias de trabalho à frente do clube.


Outro profissional alvo das constantes críticas é Paulo Bracks. O ge recebeu relatos de que o diretor-executivo é um trabalhador "bem intencionado", porém, "distante do vestiário, do mercado e lento para negociar". Alguns pares do presidente Alessandro Barcellos são favoráveis às modificações.


Um dos poucos fatores que poderiam pesar contra uma mudança imediata no futebol colorado é a semana Gre-Nal. O clássíco 435 foi reagendado para as 21h da próxima quarta-feira. Antes, no entanto, o Inter enfrenta o Aimoré, em casa, no domingo, precisando vencer para voltar ao G-4 do Gauchão.


A sexta-feira será de muita expectativa pelos lados do estádio Beira-Rio. As conversas entre os dirigentes devem iniciar entre o fim da manhã e o início da tarde. Eliminado da Copa do Brasil, o Inter terá pela frente a continuidade do regional, Copa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro em 2022.


Fonte: ge

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