Aneel mantém bandeira vermelha e conta de luz segue mais cara em setembro
- Andrei Nardi

- 1 de set. de 2025
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Custo extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos é mantido devido à baixa nos reservatórios das hidrelétricas, informou a agência
O custo da energia elétrica para o consumidor seguirá mais alto em setembro, com a manutenção da cobrança extra de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A decisão de manter a bandeira vermelha patamar 2 foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira, 29 de agosto, e ocorre devido à necessidade de acionamento de usinas termelétricas.
Segundo a Aneel, o uso maior das térmicas é necessário por causa da falta de chuvas nos reservatórios das usinas hidrelétricas. “As atuais condições de afluência dos reservatórios das usinas, abaixo da média, não são favoráveis para a geração hidrelétrica. Em consequência, há necessidade de maior acionamento de usinas termelétricas, com elevados custos de geração, o que justifica a manutenção da bandeira vermelha patamar 2 para setembro”, explicou a agência.
Em junho e julho, a bandeira tarifária esteve vermelha e, em agosto, passou para vermelho patamar 2.
O sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam o custo para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 kWh consumidos.









