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Ambulantes vendem CoronaVac falsificada por 50 reais no RJ

Produtor cultural registrou a ‘vacina’ contra a Covid-19, que ainda não está disponível ou à venda, em foto que viralizou nas redes sociais

Era para ser um dia comum em Madureira, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, quando o produtor cultural Sérgio Oliveira, também conhecido como Jones MFjay, 58 anos, se deparou com uma gritaria ao cruzar a Passarela do Império na segunda-feira, 21.


“Galo! Galo!”, gritava um ambulante da região – galo é uma gíria que significa 50 reais. Ao se aproximar, Oliveira registrou o motivo da balbúrdia em uma foto: uma caixa de uma suposta vacina contra a Covid-19 estava sendo vendida pelo camelô por esse valor.


A imagem da caixa, repleta de caracteres chineses, logo viralizou nas redes sociais. Ao explicar a transação da vacina falsificada, o ambulante ainda ofereceu a aplicação por 10 reais em uma “farmácia ‘no coute’” – no coute é outra gíria, dessa vez para algo feito “no esquema”.


“É tão inacreditável que eu quase tenho certeza de que era brincadeira. Só no meu país Madureira esse tipo de coisa acontece”, diverte-se ele. “Depois que eu postei um amigo disse que lá em Bangu [bairro da Zona Oeste do Rio] também estão vendendo umas caixas estranhas”, declarou.


Ele se disse surpreso com a proporção que a imagem tomou nas redes sociais. “Aqui em Madureira se vende de tudo: salvação, terreno para o céu… Essa vacina é tão autêntica quanto a água mineral que vendem no sinal”, resumiu ele.


A Vigilância Sanitária se manifestou por meio de uma nota enviada à tarde. “A Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano informa que descaminho, contrabando e venda de mercadorias sem nota fiscal são crimes que devem ser combatidos pelas forças policiais. O Instituto de Vigilância Sanitária reforça que, até este momento, não há vacina contra Covid-19 oficialmente liberada no Brasil. A Guarda Municipal não constatou a comercialização da falsa vacina no momento de seu patrulhamento de rotina em Madureira”, finalizou o texto.


Fonte: VEJA

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