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Amau discute novo modelo de monitoramento no RS e sinaliza para agravamento da pandemia na região


Os prefeitos dos municípios da Região de Saúde 16, envolvendo AMAU + Nonoai e Rio dos Índios, decidiram, em assembleia geral extraordinária realizada nesta segunda-feira (17), aderir aos Protocolos de Atividades Variáveis contidas no novo sistema de distanciamento do governo do Estado - chamado de Sistema '3 As de Monitoramento', que passou a valer a partir da 0h de domingo (16).


Com a decisão, caberá aos gestores, a partir de critérios técnicos levantados pelo Comitê de Atenção ao Coronavírus da AMAU, disciplinarem as formas de enfrentamento da pandemia em âmbito regional, desde que em caráter mais restritivo do que aquele estabelecido pelo governo gaúcho.


Depois de detalhada explicação de como funcionará o novo Sistema de Distanciamento do Estado, feita pelo membro do Comitê de Atenção ao Coronavírus da AMAU, Jackson Arpini,, os prefeitos, sob a liderança do presidente da entidade, Paulo Polis, também definiram que, neste primeiro momento, considerando a alta de casos ativos (de 331, em 3 de maio, para 674, em 14 de maio) e de internações hospitalares na R16 (que ontem chegou a 94,4% de ocupação de leitos de UTI covid-19), a região seguirá os protocolos obrigatórios determinados pelo Estado, sem qualquer possibilidade de flexibilização.


Ainda, os chefes dos executivos encaminharam sugestões que visam restringir deslocamentos noturnos e reforçar a fiscalização com a finalidade de evitar aglomerações e festas clandestinas.


Nesta semana, o colegiado de prefeitos deve voltar a se reunir para analisar a evolução da pandemia no Alto Uruguai, e definir, por votação, os protocolos a serem adotados.


A assembleia ocorreu no Polo de Cultura da Accie, e contou com a presença dos presidentes da Accie, CDL, Sindilojas; representantes dos hospitais Santa Terezinha e Caridade; Unimed e Santa Mônica, além de colegiados de secretários de Saúde e Educação da AMAU, 15 CRE e imprensa.


O Sistema de Monitoramento 3 As


Em vez de diferentes níveis de risco, representados por cores de bandeiras (da amarela à preta) e regras escalonadas conforme a gravidade da situação de cada região, o Sistema ‘3 As (Aviso, Alerta e Ação) mantém critérios sanitários, sob evidências científicas, mas busca simplificar o controle dos dados e os protocolos. De acordo com o presidente Paulo Polis, a mudança apresenta número menor de segmentação, impõe protocolos obrigatórios a serem seguidos pelas atividades econômicas, como uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento mínimo, mas, com uma maior participação das 21 regiões Covid e dos municípios nas definições, sendo que a grande parte dos protocolos é variável, cabendo à AMAU e às demais regiões ajustarem suas regras no nível local. “Precisamos manter a linha de atuação integrada, articulada e regionalizada, para que possamos alcançar resultados satisfatórios no âmbito da R16”, pontuou o prefeito Polis.


Uma das premissas, pontua o membro do Comitê da AMAU, Jackson Artpini, é a simplificação de protocolos, que reúne as atividades em 42 grupos, separados por nível de risco – quanto maior o risco, maior o nível de rigidez. No modelo anterior, havia previsão de protocolos para 143 atividades.


O governo do Estado seguirá acompanhando os indicadores diariamente e, a qualquer momento, poderá tomar uma das três medidas do sistema: Aviso, Alerta e Ação. Esses movimentos poderão ocorrer em qualquer dia da semana, e não mais apenas na sexta-feira, como anteriormente.


Fonte: Imprensa AMAU

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