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Alta no preço da carne diminui consumo e muda o perfil do churrasco no RS


Se considerado o quilo do boi gordo vivo, o aumento é ainda maior, aponta a Emater. Em agosto de 2020, era de R$ 7,62, e passou para R$ 10,64 na última semana deste mês, uma alta de quase 40%. Isto que ainda reduziu, já que em julho estava em R$ 11,20.


Com tantas altas no preço, não apenas o consumo diminuiu, como o perfil do churrasco típico gaúcho também mudou.


Paleta por picanha


Dono da banca San Remo, no Mercado Público de Porto Alegre, o açougueiro Valdir Sauer percebe que o preço afastou mais o público do que a pandemia. Mesmo com a retomada das atividades e a volta da circulação das pessoas, a procura segue sendo de cortes menos nobres e em quantidades menores.

"Esta semana, a carne voltou a baixar, mas o preço está assustando. O pessoal está com dificuldade, o dinheiro está curto. Alguns pegam menos quantidade, outros uma carne mais acessível", afirma.

Nada de filé ou picanha. Valdir cita que os cortes mais pedidos por quem anuncia que fará um churrasco são costela, maminha e vazio. A dica dele para um tradicional churrasco, entretanto, é selecionar uma paleta sem osso.

"A paleta se divide em várias partes: uma mais para carne de panela e outra para o churrasco. Pro churrasco é a paleta do sete [conhecida como shoulder steak ou raquete]. Tem uma camada de gordura e não seca tanto", explica.

Peixes e frutos do mar


Este mês, pela primeira vez desde que foi criado, em 2003, o programa social da Ceasa distribuiu peixes e frutos do mar para cerca de 70 instituições assistenciais cadastradas no Prato Para Todos. A doação é fruto de parceria com o programa Mesa Brasil, do Sesc/RS, em ações de combate à fome.


A Ceasa, sociedade de economia mista vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, não doa carne de gado. No entanto, fez o repasse de pescados apreendidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Foram doados 1.980 kg de anchovas e pescada e 1.350 kg de camarões para associações comunitárias, creches e asilos. A distribuição foi uma maneira de reforçar o kit de frutas, legumes e verduras doados pelos permissionários semanalmente.

"Quero destacar a importância das proteínas, vitaminas e minerais presentes nos peixes e nos frutos do mar distribuídos. É um complemento e tanto", diz o presidente da Ceasa, Ailton dos Santos Machado.

Fonte: G1/RS

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