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Abate de bovinos no Brasil bate recorde no 2º trimestre de 2024, apesar das enchentes no Rio Grande do Sul

  • Foto do escritor: Andrei Nardi
    Andrei Nardi
  • 9 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Produção animal no país cresce, enquanto Rio Grande do Sul registra queda devido a problemas logísticos e infraestrutura

O abate de bovinos no Brasil atingiu um recorde histórico no segundo trimestre de 2024, apesar dos impactos negativos das enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em maio. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidas 9,96 milhões de cabeças de bovinos no período, representando um aumento de 17,5% em relação ao segundo trimestre de 2023 e 6,7% em comparação ao primeiro trimestre de 2024.

Mesmo com o recorde nacional, o Rio Grande do Sul registrou uma queda de 10,6% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período do ano anterior, devido às enchentes que comprometeram a logística e a infraestrutura do estado. As inundações ocasionaram uma redução de 40,45 mil cabeças abatidas em comparação ao segundo trimestre de 2023, com retrações de 19,8% em maio e 16,8% em junho. Bernardo Viscardi, supervisor da pesquisa do IBGE, destacou que as enchentes prejudicaram a produção e a movimentação de animais para os abatedouros, gerando um problema logístico que afetou toda a cadeia produtiva no estado.

Outros resultados da produção pecuária:

  • Frangos: O abate de frangos no Brasil foi de 1,61 bilhão de cabeças, um aumento de 3,2% em relação ao segundo trimestre de 2023, e o segundo maior resultado da série histórica iniciada em 1997.

  • Suínos: O abate de suínos cresceu 2,5% em comparação ao mesmo período de 2023, totalizando 14,57 milhões de cabeças, impulsionado por aumentos em 17 das 24 unidades da federação.

  • Exportações: As exportações de carne bovina atingiram 612,44 mil toneladas, um aumento de 30,0% em relação ao mesmo período de 2023, enquanto as exportações de carnes suína e de frango também bateram recordes para o segundo trimestre.

Impactos no Rio Grande do Sul:

Além da redução no abate de bovinos, o Rio Grande do Sul também registrou quedas de 12,3% no abate de frangos e de 10,1% na aquisição de leite, refletindo os prejuízos causados pelas enchentes. A produção de ovos de galinha, entretanto, atingiu um recorde com aumento de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. As enchentes de maio foram responsáveis pelas maiores quedas observadas na produção animal do estado, destacando-se como as mais intensas entre as unidades da federação participantes das pesquisas do IBGE.

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