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02 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo: uma Luz Azul para a inclusão

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo acende a esperança para a inclusão e compreensão global

 

No dia 2 de abril, o mundo se ilumina de azul em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, o dia visa aumentar a compreensão e promover a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O autismo é uma condição neurológica complexa que afeta a interação social, a comunicação verbal e não verbal, e o comportamento. Embora seja geralmente diagnosticado na infância, o autismo é uma condição para toda a vida que afeta indivíduos de todas as idades.

A conscientização sobre o autismo tem crescido nos últimos anos, mas ainda há muito a ser feito. Muitas pessoas com autismo enfrentam discriminação e exclusão em várias áreas da vida, o que pode levar ao isolamento social e à falta de oportunidades iguais.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é uma oportunidade para celebrar as realizações das pessoas com autismo, ao mesmo tempo que destaca os desafios que ainda enfrentam. É um dia para promover a compreensão, a aceitação e o apoio, para que todos com autismo possam levar vidas plenas e significativas.

Em todo o mundo, edifícios icônicos são iluminados de azul em solidariedade às pessoas com autismo. Mas a conscientização deve ir além da cor azul e do dia 2 de abril. É necessário um compromisso contínuo com a inclusão e a aceitação, não apenas na teoria, mas na prática.

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, somos todos convidados a usar azul, acender uma luz azul e aprender mais sobre o autismo. Mas, acima de tudo, somos convidados a abrir nossos corações e mentes para aceitar e incluir pessoas com autismo em todas as áreas da vida. Porque a inclusão e a aceitação não são apenas para um dia, mas para todos os dias.

Existem diversos tipos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), que variam em termos de características e severidade. Antes da revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) em 2013, os tipos de autismo eram classificados separadamente, mas agora são todos considerados parte do TEA.

  • Transtorno Autista: Também conhecido como autismo clássico, é o tipo mais conhecido e geralmente envolve desafios significativos em comunicação, interação social e comportamentos repetitivos.

  • Síndrome de Asperger: Indivíduos com Síndrome de Asperger geralmente têm dificuldades com interações sociais e podem ter interesses intensos em tópicos específicos, mas não apresentam atraso significativo na linguagem ou no desenvolvimento cognitivo.

  • Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Sem Outra Especificação (PDD-NOS): Este é um diagnóstico que era usado para pessoas que não se encaixavam exatamente nos critérios para autismo ou Asperger, mas ainda apresentavam algumas características do espectro.

  • Transtorno Desintegrativo da Infância: Também conhecido como síndrome de Heller, é um tipo raro de TEA em que a criança desenvolve habilidades apropriadamente, mas depois perde muitas delas, incluindo habilidades sociais e de linguagem.

  • Síndrome de Rett: Uma condição genética rara que afeta principalmente meninas e leva a problemas graves no desenvolvimento após um período de crescimento normal.

Atualmente, o DSM-V utiliza uma abordagem de espectro único para o autismo, categorizando os sintomas em diferentes níveis de severidade, em vez de tipos distintos.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é categorizado em três níveis de suporte, conforme definido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V). Esses níveis indicam a quantidade de suporte que uma pessoa com TEA pode necessitar:

  • Nível 1 - Suporte Requerido: Pessoas com TEA nível 1 enfrentam dificuldades significativas nas interações sociais e comunicação, mas geralmente não têm atrasos significativos no desenvolvimento da fala ou da inteligência. Eles podem ter problemas para iniciar interações sociais, entender pistas sociais e manter relacionamentos. Intervenções e apoio podem ajudar a melhorar suas habilidades sociais e de comunicação.

  • Nível 2 - Suporte Substancial Requerido: Indivíduos com TEA nível 2 apresentam dificuldades mais marcantes na comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos que interferem mais significativamente em seu funcionamento diário. Eles podem precisar de suporte substancial para lidar com mudanças na rotina e adaptar-se a novas situações sociais.

  • Nível 3 - Suporte Muito Substancial Requerido: Pessoas com TEA nível 3 têm dificuldades graves na comunicação e interação social, além de comportamentos restritos e repetitivos. Elas podem ter uma compreensão limitada das pistas sociais e dificuldade em expressar suas necessidades, requerendo um suporte muito substancial em todas as áreas da vida.

Esses níveis são usados para ajudar a determinar os serviços e suportes necessários para cada indivíduo com TEA, garantindo que eles recebam o cuidado adequado às suas necessidades.

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