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Versão digital do Enem segue a mesma estrutura de provas impressas

Exame será feito em locais de prova, com computadores fornecidos pela aplicadora

A partir deste ano o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passa a ter a versão digital da prova. Além da versão tradicional, impressa, prevista para os dias 1º e 8 de novembro, haverá a possibilidade de realizar a seleção por meio de um computador, nos dias 22 e 29 de novembro. A opção por uma das modalidades será feita no período de inscrições, entre 11 e 22 de maio.


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação, explica que o Enem digital é a transição do modelo tradicional, impresso, utilizado há mais de 100 anos, para o futuro, que é a aplicação digital dos exames e avaliações. A ideia surgiu para que os alunos possam ter mais de uma opção de data para realizar o Enem. Em 2020, teremos dois Enem, um impresso e outro digital. Em 2021, serão três, um impresso e dois digitais, todos em datas diferentes. O objetivo é que em 2026 só haja a versão digital.


Segundo o presidente do Inep, Alexandre Lopes, os alunos podem ficar despreocupados, já que o Enem Digital terá o mesmo esquema de segurança já aplicado na versão tradicional. “A prova não é feita no computador da pessoa. A prova é feita em locais próprios. Assim como no Enem você vai ao local de prova para fazer a prova impressa, você participante irá até um local de aplicação para fazer a prova do Enem Digital. E isso com todos os requisitos de segurança que existem também na aplicação do Enem Impresso”, garante o presidente do Inep.


Locais de prova


O Enem Digital vai seguir a mesma estrutura logística do Enem impresso. As provas serão aplicadas em locais definidos pelo Inep, sob as mesmas condições de segurança e sigilo. Serão quatro provas objetivas e a redação. Cada uma das provas terá 45 questões de múltipla escolha apresentadas na tela do computador. A redação, pelo menos nesta primeira edição, será realizada em formato impresso, nos mesmos moldes de aplicação e correção da versão em papel. Além disso, os participantes receberão folhas de rascunho nos dois dias de provas.


Provas diferentes


Como as duas modalidades serão realizadas em datas diferentes, as provas também são diferentes. Mas, segundo o presidente do Inep, ambas serão elaboradas com as mesmas fórmulas para garantir a isonomia.


Obviamente serão provas diferentes, mas com comparabilidade. A aplicação correta da TRI, da Teoria da Resposta ao Item, como é feita pelo Inep, garante que provas sendo feitas em datas diferentes tenham a mesma complexidade, a mesma resposta, não importando se você faz o Enem Digital ou o Enem Impresso”, explica Lopes. “Importante salientar que quem fizer as provas do Enem Digital estará concorrendo às mesmas vagas do Enem Impresso.”


Inscrição


A inscrição do Enem é feita por meio digital. Nela, haverá um campo onde será solicitado do aluno a opção de modalidade preferida, se impresso ou digital. Se a opção for pelo Enem Digital, aparecerá quais municípios estão ofertando essa oportunidade e a quantidade de vagas ainda existentes para esse novo tipo de aplicação. Serão 100 mil vagas em 2020 e a ordem será a de inscrição, ou seja, os primeiros 100 mil a selecionarem o modelo.


Por conta da quarentena ocasionada pelo novo coronavírus, a estudante Maria Eduarda Lacerda foi obrigada a continuar os estudos em casa. Segundo a brasiliense, mesmo utilizando plataformas de vídeos no computador para ajudar, a opção dela, este ano, ainda será pela versão tradicional.


Custos


No último ano, segundo o Inep, a previsão de custo do Enem era de aproximadamente R$ 537 milhões, o que equivale a cerca de R$ 105 por participante. A expectativa, agora, é que a versão digital baixe consideravelmente o valor, já que parte dos gastos é direcionado à impressão e distribuição das provas.

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